Cada edição inclui a tradução do simplificado e a do original em português.
As Viagens do Doutor Dolittle
Edições disponíveis
No mesmo ebook
Dois textos ligados e dois glossários, com traduções em português.
Livro 2 da série Doutor Dolittle
A numeração segue a ordem de publicação; as histórias nem sempre têm uma cronologia interna única.
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Tommy Stubbins, filho de um sapateiro, sonha em se tornar naturalista e começa a estudar com o doutor Dolittle, que consegue falar com os animais. Depois de ajudar o doutor a solucionar um crime misterioso, Tommy parte com ele, Bumpo, Polynesia, Jip e outros companheiros em uma viagem para encontrar o renomado naturalista Long Arrow. A jornada os expõe a condições climáticas perigosas, a um naufrágio e a aventuras na Espanha antes de chegarem à ilha flutuante Spidermonkey. Ali, resgatam Long Arrow, descobrem os segredos da ilha, salvam seus habitantes do frio e da guerra e ajudam a restaurar a paz. Embora o doutor Dolittle seja proclamado rei, acaba optando pelo trabalho de naturalista e retorna à Inglaterra com os amigos dentro da concha do Grande Caracol Marinho de Vidro.
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Simplificado EN
Everything I wrote before about Doctor Dolittle came from people who knew him. Much of it happened before I was born. Now I will tell the part of his life that I saw and joined myself. Many years ago, the Doctor allowed me to write this story. But we were very busy traveling around the world, having adventures, and writing notes about nature. I never had enough time to write about our experiences. Now I am an old man, and my memory is not as good as before. When I cannot remember something, I always ask Polynesia, the parrot. That wonderful bird is almost two hundred and fifty years old. She sits on my desk and usually sings sailors’ songs while I write this book. Polynesia has an amazing memory. When I am not sure about an event, she tells me exactly what happened, who was there, and every other detail. Sometimes I think I should say that Polynesia wrote this book instead of me.
Simplificado PT
Tudo o que escrevi antes sobre o Doutor Dolittle veio de pessoas que o conheceram. Boa parte aconteceu antes de eu nascer. Agora vou contar a parte da vida dele que eu vi e da qual participei. Muitos anos atrás, o Doutor me permitiu escrever esta história. Mas estávamos muito ocupados viajando pelo mundo, vivendo aventuras e escrevendo notas sobre a natureza. Eu nunca tive tempo suficiente para escrever sobre nossas experiências. Agora sou um homem velho, e minha memória não é tão boa quanto antes. Quando não consigo me lembrar de algo, sempre pergunto a Polynesia, a papagaia. Essa ave maravilhosa tem quase duzentos e cinquenta anos. Ela fica sentada na minha escrivaninha e geralmente canta canções de marinheiros enquanto escrevo este livro. Polynesia tem uma memória incrível. Quando não tenho certeza sobre algum fato, ela me conta exatamente o que aconteceu, quem estava lá, e todos os outros detalhes. Às vezes penso que deveria dizer que Polynesia escreveu este livro, e não eu.
Original
Original EN
Three great friends I had in Puddleby in those days. One was Joe, the mussel-man, who lived in a tiny hut by the edge of the water under the bridge. This old man was simply marvelous at making things. I never saw a man so clever with his hands. He used to mend my toy ships for me which I sailed upon the river; he built windmills out of packing-cases and barrel-staves; and he could make the most wonderful kites from old umbrellas. Joe would sometimes take me in his mussel-boat, and when the tide was running out we would paddle down the river as far as the edge of the sea to get mussels and lobsters to sell. And out there on the cold lonely marshes we would see wild geese flying, and curlews and redshanks and many other kinds of seabirds that live among the samfire and the long grass of the great salt fen. And as we crept up the river in the evening, when the tide had turned, we would see the lights on Kingsbridge twinkle in the dusk, reminding us of tea-time and warm fires.
Original PT
Naqueles dias, eu tinha três grandes amigos em Puddleby. Um deles era Joe, o marisqueiro, que morava numa cabaninha à beira da água, debaixo da ponte. Esse velho era simplesmente extraordinário na arte de fabricar coisas. Nunca vi homem tão habilidoso com as mãos. Ele consertava os barquinhos de brinquedo que eu punha para navegar no rio; construía moinhos de vento com caixotes e aduelas de barril; e fazia as pipas mais maravilhosas com guarda-chuvas velhos. Às vezes, Joe me levava em seu barco de apanhar mariscos e, quando a maré estava baixando, remávamos rio abaixo até a beira do mar para buscar mexilhões e lagostas que ele venderia. E lá fora, nos pântanos frios e solitários, víamos gansos selvagens voando, além de maçaricos, maçaricos-de-perna-vermelha e muitas outras espécies de aves marinhas que vivem entre a salicórnia e o capim alto da grande várzea salgada. Ao subirmos devagar o rio ao entardecer, depois que a maré virava, víamos as luzes de Kingsbridge cintilando no crepúsculo e nos lembrando da hora do chá e de lareiras aquecidas.
Doutor Dolittle
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A numeração segue a ordem de publicação; as histórias nem sempre têm uma cronologia interna única.
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